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Os 12 tempos da Maré
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Tempo cíclico e temático

A exposição do Museu da Maré, assim chamado de forma provocativa em contraposição à ideia dos museus monumentais, adota o tempo cíclico e temático como referência: a água, a feira, a casa, o medo, a fé são algumas das formas de contagem desse tempo no qual o passado, o presente e o futuro se encontram. Ao todo são doze tempos, ressignificando o tempo cronológico que tem nesse número uma especial referência, pois são doze as horas do relógio e os meses do ano.

 

Casa_palafita

O eixo central do museu é a casa, razão de ser da luta que fez surgir a Maré. Os objetos, ainda poucos, se pretendem integrar na medida em que os próprios moradores forem definindo o que é importante para ser exposto. O forte da exposição é o farto material fotográfico e a alma, que de forma inexplicável, se sente presente nesse museu.

 

É por isso que além de contar a história, valorizar a cultura local e suas múltiplas formas de identidade e propor uma reflexão que perpassa a ideia do tempo, o museu é um lugar onde as pessoas se encontram e talvez por isso a experiência de  visitá-lo se converta em emoção, como atestam alguns moradores que deixaram suas impressões no livro de visitas:


“Sensacional. Se toda nossa memória, a memória da nossa cultura, fosse tão bem representada, não repetiríamos os mesmos erros e nossa sociedade avançaria para ser mais igual.”

 

“Me transportei ao meu passado, quando era criança. Parabéns pelo belo trabalho. Procurando demonstrar a realidade vivida aqui por muitas famílias, me sinto orgulhoso de fazer parte desta história e de poder ajudar, de alguma forma, a mudar esta realidade.”

 

“Gostei muito. Foi como se eu tivesse voltado no tempo e visto quanto éramos felizes apesar da pobreza e miséria, mas podíamos brincar sem medo da violência, só das assombrações que imaginávamos ter. Saudades do meu pai que ajudou a fazer vários barracos desses. Cristina nascida e criada na Maré e com orgulho de ter uma história para contar para filhos e netos.”